sábado, 27 de novembro de 2010

RIO DE JANEIRO - A PAZ ESTÁ PERTO... ACREDITEM !


Esses últimos dias estão sendo marcados pela ação estratégica da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de janeiro, nas favelas do Complexo do Alemão. Esse é o fato do momento. Depois que o secretário Mariano Beltrame anunciou a invasão e retomada do poder público na comunidade da Vila Cruzeiro, o Estado do Rio de janeiro ficou em alerta máximo devido aos inúmeros ataques de vandalismo e terrorismo que tomou conta das ruas do Rio de janeiro, desde o dia 21/11. O que mais me chamou a atenção, foi o poder de ação dos criminosos em tão pouco tempo. Concomitantemente a bandidagem aterrorizou o Rio de janeiro em pontos estratégicos. Lógico que todos sabemos que a intenção desses vagabundos é chamar a atenção e colocar a população em estado de medo. Mas a reação da polícia (em todas as esferas), está sendo imediata. O serviço de inteligência pública na àrea de segurança está demonstrando pontencial de primeiro mundo. Tão é que a estratégia adotada, é mesma que paises como Itália e Colômbia adotaram para infrentar a máfia que durante muito tempo aterrorizou esses países.

O que mais me chamou a atenção, foi a prontidão do Governo Federal, em oferecer apoio logístico da Marinha do Brasil e o apoio tático do Exército brasileiro.

Durante 30 anos, o Estado do Rio de janeiro conviveu com o crescimento descontrolado de favelas, e com o tráfico de armas e drogas que se instalaram nessas comunidades carentes. Para esses vagabundos, seria muito fácil encontrarem nas favelas um meio de proliferarem seus redutos. Vale lembrarmos que a vida nas favelas, durante muitos anos foi marcada por violência e descaso das autoridades públicas. Falta de saneamento básico adequado, falta de escolas capacitadas em atender a demanda, falta de postos de saúde que atendessem a essas comunidades, falta de incentivos de cultura e lazer. Ou seja, durante muitos e muitos anos, as pessoas que viviam nas favelas, eram tratadas como vagabundos... Pessoas de bem, moradores de favelas eram tratados como ladrões. Sabemos que até hoje, muitas empresas tem receito e preconceito em contratar um morador de favela. Em muita casa de família, onde as pessoas precisam contratar serviços de babá ou faxineiras, preferem contratar um morador da Baixada Fluminense, do que um de favela. Mesmo que isso honere no pagamento maior de vale-transporte. Tenho 25 anos de idade. A primeira favela que surgiu no Rio de janeiro, foi a da Previdência, no bairro da Central do Brasil, em 1897. Nem meus avós eram nascidos. Segundo relato de historiadores, em pouco mais de uma década, a favela já era conhecida como um local violento. Mas o tráfico de drogas chegou bem depois. O maior índice de desemprego, até pouco tempo atrás, era nas favelas. Devido a pouca escolaridade e devido ao fato de morarem nesses locais, até então vistos com preconceito, os moradores não conseguiam emprego. Muitos tinham que roubar, para o próprio sustento e da família, outros iludidos pela "oportunidade" que encontravam no tráfico de drogas, passaram a fazer parte desse "sistema". Era a ÚNICA alternativa de trabalho para muitos... A partir daí, e com o apoio dos moradores que ao invés de denunciarem, passaram a ser cumplices, o tráfico ganhou força e muita força no Estado do Rio de janeiro. Na década de 90, no governo de Leonel de Moura BRIZOLA, o aumento e a proliferação de favelas triplicou. O lema de Brizola era o de IMPEDIR que a polícia entrasse nas favelas e confrontasse a marginalidade. Baixo investimento na política de segurança, e o incentivo do governo em doar território para o surgimento dessas novas comunidades, agravou ainda mais o problema da segurança pública.

Vivenciamos uma onda de terrorismo e insegurança devido ao descaso de TODOS os governantes anteriores ao atual. Não estou aqui para apaludir o Governo do Estado, muito menos ao Exmo. Gov. Sérgio Cabral. Mesmo porque há divergências ideológocas entre o partido que sou filiado (PSOL), e o partido que lhe apoia (PMDB). Mas não sou demagogo, nem ingrato ao ponto de não reconhecer o mérito da Secretaria de Segurança do Estado, no combate constante e inteligente ao tráfico de drogas. As UPP's foram criadas de maneira sábia e estão dando certo. Isso é fato. Mas não basta cortar o "tronco da árvore", porque em pouco tempo surgirão novas folhagens que darão origem a novos galhos. É preciso cortar na raíz. E a raíz do tráfico de droga começa nas fronteiras (tanto marítima, quanto terrestre). O Estado do Rio precisa guardar as fronteiras. Porque sem drogas e sem armas, o narcotráfico enfraquecesse, e em pouco tempo acaba. Aí sim, concomitante com uma política de segurança interna, de ronda, caminharemos para a tão sonhada paz em nosso Estado. Isso é o que todos nós queremos e torcemos para que tão logo aconteça. Indiferentemente de questões partidárias, todos querem o melhor para nosso Estado. Estamos esperançosos, e na expectativa de que a estratégia da Secretária de Segurança, junto com a boa vontade do Governo Federal, deem certo e paz volte ao Rio de janeiro.

A natureza já fez sua parte ao nos oferecer um Estado rico em beleza, e pontos turísticos. Quem estraga a imagem linda do nosso Estado são esses vagabundos do tráfico. Mas o reinado deles está acabando... Isso é fato.

Estou torcendo (de verdade) para que o serviço de inteligência do setor de segurança, continue "arquitando" planos para que a paz retorne ao Estado logo, logo.

Fica aqui manifestada minha opnião particular e a opnião do blog.


Diego C Cavaleiro!

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