Quando te amei, senti que tudo que viviamos seria eternoE que a morte jamais poderia afastar nós dois.
Quando te amei, passei a enxergar o mundo em cores
Onde alegria e felicidade completava o nosso amor.
Quando te amei, passei a conjugar os verbos com um só pronome: Nós.
E já não era mais o egocêntrico de outrora.
Quando te amei, percebi muitas vezes que o mundo parava por instantes
Para assistir ao espetáculo que era o nosso amor.
Quando te amei, senti as pernas tremerem, a voz embargar, as mãos gelarem
Todas as vezes que estavamos juntos.
Quando te amei, aprendi a me apaixonar todos os dias
E cada instante ao seu lado parecia como se fosse a primeira vez.
Hoje não te amo, e a velhice chega como um assalto à minha juventude
E dias e noites já não tem tanta importancia.
Hoje não te amo, e o que antes era visto em cores, agora tudo é treva
E ao meu coração só restou a condição de bombear meu sangue.
Hoje não te amo, e esqueci de mim a ponto de nem saber mais quem sou
E não penso em mais nada.
Hoje não te amo, e o mundo gira numa velocidade tão intensa
E já nem sei que dia é hoje.
Hoje não te amo, e quando lembro de ti
Já não sinto mais nada.
Hoje não te amo, e minha vida já não tem mais sentido...
Diego Cavaleiro
*Texto extraido do caderno de poesias e crônicas de Diego Cavaleiro. Escrito em 17 de Dezembro de 2001, e publicado em 18 de Dezembro de 2001, no mural da Semana Literária do Colégio Estadual Dr. Alfredo Backer.


1 comentários:
Que coisa bonita ver que ainda existem pessoas neste mundo, num tempo de tanta GUERRA, que ainda AMAM !!!
Seu amigo,
que apesar de tudo ainda acredita no AMOR,
Henrique
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